Profissional mais Pessoal

Estou de férias. Este facto só por si não significa que estou ausente do meu contexto profissional. A verdade é que apesar de estar de férias, hoje fui almoçar ao meu local de trabalho. Vamos lá compreender esta coisa de gostarmos do nosso empregador.

Talvez este acontecimento tenha despoletado interiormente outra reflexão, o estado de ausência permanente com que os recrutadores desempenham o seu papel no mercado de trabalho. Ou dito de outra forma, mandam uns emails aos candidatos, mas não querem ser incomodados, querem que os profissionais vão aos seus clientes, mas não querem dizer como correu (acho que se chama feedback!).

Quem me conhece sabe que não tenho uma presença disseminada nas redes sociais, mas apenas um Instagram. E às vezes até com “esse” a relação é conflituosa. A “coisa” da marca pessoal deve ser tratada com o respeito e expertise necessários e o Instagram foi o único que cumpriu esses critérios.

Ora, se um recrutador “ausente” não se dá a conhecer, não estabelece verdadeiros laços de confiança não se comprometendo com nada, muito menos com candidatos, então é altura de quebrar as regras convencionadas e tornar isto mais pessoal.

Delírios funcionais

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Ainda estou a tentar entender o que se está a passar no mundo dos Recursos Humanos. Simultaneamente à perda de credibilidade da nossa função e respectiva importância estratégica que deveríamos possuir no seio de uma organização e no mercado de trabalho em geral, assisto à proliferação de terminologia funcional bacoca que não encerra qualquer significado e por certo não contribui para a valorização da nossa profissão.

As designações que estão em referência não são um produto de um delírio ocasional da minha cabeça e muito menos estão contidas nalgum livro de faculdade que todos compramos, mas que ninguém lê.

Estes títulos de funções aparecem no LinkedIn e são uma espécie de verborreia funcional ou profissional com a qual todos pactuamos.

Livros. O meu retiro espiritual.

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Ninguém será capaz de proceder a escolhas eficazes sobre a sua carreira se não souber desenvolver mecanismos internos para promover a sua inteligência emocional. Este processo requer coragem para olharmos para dentro de nós e tempo para nos reconciliarmos e aceitarmos quem somos e o que verdadeiramente procuramos para nossa vida e respectiva carreira.

Mesmo a viver um dos melhores momentos da minha carreira também eu me disponho a essa busca interior e a esses momentos preciosos de retiro que me dão estabilidade e discernimento para ajudar os outros. No meu caso, o meu retiro são os livros.

Este Verão descobri Walter Scott e James Hogg. E vocês o que gostam de ler?