2021. E agora?

O que deseja para 2021? Saúde, dinheiro ou simplesmente um pouco mais de sorte?

Se há algo que devemos aprender com 2020 é que a resposta que necessitamos não tem vida própria, mesmo que esteja completamente agrilhoado por todas as formas de validação e apoio moral e emocional, o que verdadeiramente precisa para estar em controlo da sua vida está simplesmente dentro de si.

Eu sei que ouvir a voz dos outros é mais rápido quando precisamos de ser confirmados e também sei por experiência que muitos nem sabem o que é a “voz interior”, pois bem vejo as suas expressões quando em sessão lhes digo para não a silenciarem. Mas ela está lá e talvez depois deste ano seja o momento para lhe perguntar o que precisa mesmo para 2021! É saúde? Será o dinheiro que lhe vai resolver todos os seus problemas? Ou quer deixar ao acaso e pedir à sorte que lhe dê um empurrão?

Eu quero deixar-lhe um desafio. Todos os dias quando sai de casa ou se senta ao computador para desempenhar um conjunto de tarefas a que damos usualmente o nome de profissão o que acha que elas representam, a sua vocação ou o seu trabalho? Sente que o faz tem algo de “sagrado” ou nem por isso?

Que 2021 lhe dê a inspiração para ouvir a sua voz interior. Bom Ano Novo! 

E se Portugal entrar em crise?

photo-1546769821-d1137cf15c15.jpg

Agora que a segunda vaga da pandemia atingiu em força Portugal e nos começamos a questionar como vamos sobreviver economicamente a este contexto, sei que a insegurança e as dúvidas que o estrangeiro sente são muitas e por esse motivo resolvi dar-lhe algumas dicas para se manter firme neste sonho de morar no nosso país.

Planeie hoje para semear amanhã.

Planear é o segredo de uma boa estratégia e na verdade é o segredo de quase todo o nosso sucesso, seja ele pessoal ou profissional, ainda que a maioria dos profissionais que eu acompanho tenham alguma relutância em acreditar.

No caso de um estrangeiro, planear significa por exemplo trazer uma poupança em dinheiro que lhe permite aguentar o embate de um mercado de trabalho pouco dinâmico e conversador e que não lhe vai proporcionar muitas oportunidades de trabalho, significa também ser capaz de antever todos os gastos com burocracia e estar preparado para fazer mudanças estruturais no seu estilo de vida e abordagem à realidade portuguesa. Dos profissionais estrangeiros que tenho acompanhado e que têm planeado com detalhe a sua vinda quase ninguém vem com menos de 50 mil reais. Pelas minhas contas e do conhecimento que tenho de Portugal não é excessivo, garanto-lhe.

Continuar a ler E se Portugal entrar em crise?