Ler nas entrelinhas

Ler nas entrelinhas.
Apesar de ainda existirem cépticos, um assessment permite-nos “ler nas entrelinhas” e sobretudo ver objetivamente o que move o profissional, ainda que por vezes até para ele seja difícil reconhecer essas motivações adormecidas.

Neste caso, estamos perante um perfil cujos traços relevantes de personalidade estão centrados em processos intelectuais e de individuação, sendo que os primeiros indicadores que sugerem uma capacidade relacional e de influência sobre os outros estão posicionados em 10º e 9º respectivamente. O nos diz este assessment nas entrelinhas?

Se eu tenho um perfil cujo indicador relacional é a sua capacidade de comunicar eu não diria à partida que possui capacidades de socialização relevantes. Ainda que este talento esteja presente nos mais importantes ele cumpre um propósito diferente daquele que à partida assumiríamos, isto é saber comunicar argumentos, ideias ou conceitos que resultam da sua capacidade de ver os contextos organizacionais de forma ampla, mas também de alguma forma contribuir para motivar os outros a “iniciarem” acções de forma conjunta, afinal o indicador de “influência” é o charme. 😊

Por outro lado, o quadro (imagem) mostra-nos alguém com um driver motivacional em que os contextos ou ambientes organizacionais sejam marcados pela transparência, mas nas entrelinhas está uma necessidade profunda de liberdade porque efectivamente mais importante que o relacionamento com os outros, a sua natural inclinação para contextualizar, iniciar, resolver problemas, ser inovador, actuando para tal de forma disciplinada e responsável, é garantir que o pode fazer mediante o seu intelecto, juízo e sentido de justiça. Com liberdade, portanto.

Interessante também é que apesar de esta ser uma personalidade que procura liberdade de actuação, é na realidade, percepcionado pelos outros como sendo alguém rígido. É que o seu intelecto, postura de individuação e sentido de justiça, na busca desta liberdade e de contextos onde a transparência prevaleça, não o vão deixar fazer grandes acordos com os outros.

Um assessment diz-nos muito sobre quem temos à nossa frente, mas diz-nos muito também sobre o estilo e o modo como aquela pessoa quer ser percepcionada pelos outros. Para isso basta ler nas entrelinhas.

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