A propósito das contrapropostas

Bem sei o quanto é mal visto pelos recrutadores que um determinado profissional aceite uma contraproposta do seu atual empregador. Mas e se essa contraproposta for apenas uma medida de retificação de uma situação já de si injusta?

Diz-me a experiência que muitos profissionais se assenhoram destas oportunidades, não realmente para mudar de trabalho e progredir na carreira, mas tão-somente para marcar uma posição exclusivamente financeira junto do seu atual empregador. Porém, e mesmo considerando como plausível que possam ser uma minoria do mercado, existem profissionais que são manifestamente subvalorizados financeiramente.

Nesses casos, não é aceitável que a contraproposta possa ser uma ferramenta de promoção profissional?

O devir das coisas

Ilustração: Alex Herrerias

“Não apagues os meus círculos”, segundo reza a lenda, terão sido as últimas palavras de Arquimedes antes de ser trespassado pela lança de um soldado romano, após a queda da cidade de Siracusa, por volta de 212 A.C. Ainda que não haja nenhuma evidência confiável de que estas tenham sido efetivamente as suas últimas palavras ou sequer que a sua morte tenha ocorrido da maneira descrita, a progressiva mistificação da personagem de Arquimedes por via da sua devoção aos estudos e trabalhos de pesquisa é não apenas um devir das coisas históricas, como também um ícone inspirador pelo seu legado à Humanidade, pela sua determinação, perseverança e naturalmente pela sua férrea curiosidade.

Arquimedes nasceu em Siracusa, atual Sicília, cidade onde viria a morrer e dedicou toda a sua vida ao estudo da Matemática, Física e Astronomia, sendo amplamente conhecidas as suas contribuições para a fundação da Lei da Estática e para o desenvolvimento do pensamento matemático quinhentista que culminou no surgimento de uma nova cultura científica. Porém, Arquimedes não é exemplo único e o nosso dever histórico para com os “pensadores originários” não se deve cingir apenas à sua importância ou legado universal para a Ciência, mas deve ser a base para uma reflexão mais cuidada das nossas sociedades e do que lhes verdadeiramente falta.

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