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Margarida Diogo Barbosa

Um blogue que aborda os recursos humanos numa perspectiva de todo.

11
Set20

A empatia

A empatia é demasiado valorizada. Por vezes parece que sofre da mesma enfermidade que a liderança, todos usam e ninguém sabe verdadeiramente para que serve. A “coitada” da empatia carrega nos seus ombros o peso da simpatia, do altruísmo, da generosidade, da sinceridade, e até nalguns contextos mais obscuros, da nossa autoconfiança.

Explicar a um profissional que a sua empatia é baixa é como dar uma má notícia, quase tão terrível quanto explicar-lhe que é uma pessoa impulsiva. E Deus nos livre de pessoas impulsivas, instáveis e sem capacidade de empatia pelo outro. Se tal facto fosse uma verdade universal eu já teria deixado esta profissão há muito, possuo pouca empatia e muita impulsividade. 

A empatia mais não é do que a nossa capacidade de nos identificarmos intelectual ou afetivamente com os outros ou com ideias. Se isto não ocorre com alguma frequência na sua vida pode querer apenas dizer que tem uma estrutura mental ou afetiva mais peculiar, diferente da maioria, nada que uma boa dose de abertura e confiança não resolvam.

02
Set20

Regresso de férias

Regresso de férias.

Numa rápida visita a uma loja de comércio local dei por mim a ajudar um desconhecido a escolher um polo. Na verdade, creio que a sua intenção era apenas que o ajudasse a escolher entre a versão branca e a versão cinzenta que já tinha pré-selecionado, mas quando lhe perguntei para que efeito era e me respondeu que era para ir a uma entrevista de emprego, eu disse-lhe que nenhum. Diz-me a experiência que mesmo para um português escolhas tão “insignificantes” como estas são difíceis e geradoras de alguma ansiedade.

Consegue imaginar o nível de insegurança ou dúvida quando se trata de um estrangeiro?

Para ele foi surpreendente e inesperada a escolha da cor, para mim foi mais um reminder do que é verdadeiramente o meu propósito e missão.

PS - “Escolhemos” um bordeaux clássico.

16
Ago20

#1 Histórias de uma Conselheira de Carreira

VIDA PERDIDA.png

Chamemos-lhe Manuel. Soube nos primeiros minutos de conversa a sós que a atitude extrovertida e sociável com que se tinha apresentado no meu workshop tinham conseguido esconder algo muito mais profundo e mais sombrio. Não foi difícil perceber que não era fruto de qualquer intimidação momentânea que sentisse por estar ali comigo e por me ter dito que tinha "sonhado" com aquele nosso encontro, não tivesse sido um anjo da guarda - o seu - a dar-lhe a boa nova. Era antes uma estrutura interna já montada e enraizada, algo que muitos de nós, conselheiros de carreira, temos uma tendência quase cega para relevar e não dar a devida atenção.

Seria a nossa primeira e última conversa, mas tenho a certeza que nunca o esquecerei. Perdi-o para o suicídio, mas sei que mesmo antes de se suicidar a sua vida já estava perdida. Não pelas sombras que carregava dentro de si há muito e não pela sua dificuldade em se recuperar emocionalmente a cada rejeição ocasional que a vida tinha o condão de lhe oferecer como oportunidade de crescimento e reforço individual, mas pelas circunstâncias peculiares que conduziram a sua personalidade ao comportamento que ditaria o resto da sua vida curta.

Manuel era o tipo de jovem que não passava despercebido em lado nenhum, mas carregava dentro de si um demónio que poucos conheceram ou reconheceram existir. Contudo ele estava lá, à espera da sua primeira oportunidade. Não demorou muito.

Quando me despedi dele e o vi sair pela porta, a minha intuição disse-me que aquela era uma alma a precisar desesperadamente de uma salvação que eu nem tive a certeza de conseguir oferecer. Mas a razão foi contundente: "Tu não! Tu não salvas pessoas, tu ajuda-las. E nem sequer sabes se o Manuel quer ajuda quanto mais salvação!"

Lembrar-me-ei sempre dele, independentemente da moral e da ética que rodearam as circunstâncias que o levaram ao desfecho final. Lembrar-me-ei sempre dele porque a próxima alma que vir sair pela porta e a minha intuição gritar comigo, talvez esqueça a voz da razão e decida tentar salvá-la.

11
Ago20

O Conselheiro de Carreira

Não cabe ao conselheiro de carreira dizer o que está certo e errado, nem tão pouco induzir o profissional na percepção de que existem fórmulas secretas e mágicas na gestão da sua carreira.
As variáveis são tantas que apenas é possível e aceitável levar o profissional pela mão e mostrar-lhe as possibilidades disponíveis, e para isso o conselheiro de carreira tem de se fazer valer de 2 valores fundamentais: Maturidade Pessoal e Experiência Profissional, seja ela qual for.

Sem isto, será apenas um papagaio a reproduzir uma teoria ou metodologia sem a visão subjacente.

27
Jul20

Os especialistas smoothie e a Cristina Ferreira

Sobre o dom da propriedade.

Há muita gente cheia de propriedade em Portugal. Muitos exercem o seu direito de propriedade sobre as “coisas”, mas os que eu aprecio particularmente são os que esbanjam as suas qualidades inerentes ou virtudes particulares por essas timelines fora. Eu apelido-os carinhosamente de “especialistas smoothie”. Basta atirar os ingredientes todos para dentro de uma liquidificadora e garantidamente vai sair qualquer coisa. Garantidamente...

Estes especialistas exercem usualmente o seu direito de propriedade nas redes sociais, mas no seu caso, e provavelmente como resultado da sua megalotimia, mimam-nos com artigos mais ou menos abjetos sobre toda a espécie de teorias e conhecimento num estilo muito Wikipédia onde cada um pode dar asas à sua verborreia da forma e nos moldes em que lhe apetecer. Basta alguma noção de propriedade, afinal.

Escrever com propriedade sobre a Cristina Ferreira e as teorias conspiratórias que a levaram de volta à TVI é tão verosímil como iniciar a demanda com um “eu não sou fã, nem vejo os seus programas”. É tão credível como aquelas pessoas que conhecem cada personagem das novelas icónicas, mas dizem que nunca puseram os olhos numa!

Fica-vos bem.

24
Jun20

Atalhar caminho

Individual success is a myth.png

Adoro atalhos.

Nada como usarmos o elevador em vez das escadas, é mais rápido e muito menos cansativo, afinal as escadas foram feitas para os que precisam de exercício físico. Se precisar excepcionalmente de usar o Metro, o Estado certamente não se importará que eu me cole a alguém que tem um título já pago, afinal os meus impostos também sustentam os “parasitas” da sociedade. Quando me espalho ao comprido no desempenho das minhas obrigações profissionais posso sempre deixar que o estagiário fique com o ônus da culpa, afinal ele ainda precisa de aprender mais do que eu.

Mas a nossa carreira não é um atalho, pois não? A nossa carreira e o que fazemos dela é uma espécie de caminho sinuoso em que a cada etapa encontramos um enigma ao qual precisamos de dar resposta. Por vezes não existe uma resposta óbvia e nalguns momentos estes enigmas não têm sequer resposta única. A Vida é assim mesmo, sem escolhas únicas e respostas óbvias.

Mas escolha o que escolher, não vá pelo atalho.

22
Jun20

VUCA: O caminho para lá chegarmos

VUCA.png

 

“Across many industries, a rising tide of volatility, uncertainty, and business complexity is roiling markets and changing the nature of competition”

Doheny, Nagali & Weig, 2012

 

Antes que desista já da leitura deste artigo, deixe-me explicar-lhe que o meu objectivo não é fazer uma dissertação monótona e superficial sobre o acrónimo VUCA, nem tão pouco dar-lhe algum tipo de insight pessoal sobre novos modelos de gestão e liderança neste mundo que está ainda no seu amanhecer. Creio que muito já se escreveu sobre o assunto, e, portanto, não acredito que possa acrescentar, com honestidade e conhecimento suficiente, uma teoria sobre estes temas neste contexto ainda pouco explorado. Para lhe ser sincera não me motivam as organizações e os conceitos abstractos, mas sim as pessoas e é sobre elas que quero conversar.

 

First things first.

O acrónimo VUCA foi criado no meio militar e amplamente usado para identificar cenários que são desafiantes do ponto de vista do seu diagnóstico, e, por conseguinte, com características específicas de imprevisibilidade que tornam difícil o desenvolvimento de uma estratégia de planeamento eficaz. No virar do século o acrónimo entrou definitivamente no léxico organizacional e civil, e desde então tem sido a referência para identificar um mundo globalizado, de raiz tecnológica e digital, altamente competitivo, e que se rege em larga medida por dinâmicas que lhe conferem um senso generalizado de imprevisibilidade e complexidade.

A sua transposição para o mundo civil não foi um mero acaso e muito menos uma adaptação forçada e artificial ao meio organizacional, mas o extravasamento de um mecanismo já compreendido e integrado noutros contextos que pode tornar mais fácil a transição para uma nova ordem mundial cujos meandros ainda não conhecemos verdadeiramente. O mundo VUCA não é em si mesmo um fim, mas antes uma espécie de mal necessário em virtude dos eventos históricos peculiares que vivemos nos últimos trinta e cinco anos e que nos conduziram passo a passo até ao ano de 2020. É portanto, o meio pelo qual podemos discernir e antever cenários e respostas a realidades que nos parecem voláteis, incertas, complexas e ambíguas.

 

O princípio do fim.

A menos que tenha um interesse particular por História Mundial como eu, os eventos que doravante lhe quero descrever poderão parecer pouco relevantes, no entanto julgo ser absolutamente crucial contextualizar como chegámos até ao processo de transição global que vivemos e que vulgarmente designamos por mundo VUCA. A História tem esta particularidade especial e única que é a sua capacidade de nos dar o encadeamento de acontecimentos e factos que nos permitem compreender realmente o mundo num plano mais abstrato e simbólico, o dos conceitos e dos paradigmas vigentes.

A 8 de Dezembro de 1987, Ronald Reagan e Mikhail Gorbachev assinavam em Washington o Tratado INF (Intermediate Range Nuclear Forces Treaty) relativo ao controlo de armamento nuclear de médio alcance, e não fosse a minha insistência com os factos históricos, acredito que o acontecimento em si não lhe despertasse a mínima curiosidade nem tão pouco qualquer ligação com o mundo VUCA. O Tratado INF, para além de ser o produto de uma empatia natural assumida entre Reagan e Gorbachev, permitiu de forma objectiva e gradual aliviar as tensões existentes na única fronteira comum entre os dois blocos, a Alemanha. E à Alemanha já lá iremos pois na minha modesta opinião é aqui que os acontecimentos se precipitam para o mundo de que agora conversamos.

O mesmo tratado que Donald Trump decidiu denunciar unilateralmente em 2019, foi o mesmo que Gorbachev e Reagan admitiram ter sido o princípio catalisador do fim da Guerra Fria e do início de um sistema internacional assente no poder hegemónico de uma única potência, os Estados Unidos. A História dir-nos-á que foi a rápida percepção por parte dos americanos de que o bloco vencedor seria o que conseguisse por um lado apresentar avanços tecnológicos e comerciais competitivos, mas também o que tivesse a capacidade de esgotar os recursos e ânimo contrário, criando a necessária e inevitável destabilização política. Porém, o que usualmente a História não nos refere é que esta percepção nas diversas administrações americanas em complemento com a Doutrina Reagan possibilitaram um interesse cada vez mais intenso em projectos domésticos de I&D e que resultariam na década de setenta em três acontecimentos que ditariam a base deste mundo que hoje percepcionamos.

Em 1973, Martin Cooper, responsável de projecto na Motorola, usou o seu protótipo DynaTAC para telefonar ao Presidente da AT&T que havia recusado financiar o seu projecto de criação do primeiro telefone portátil. Cincos anos antes, em 1968, Roger E. Moore e Robert Joyce fundavam a Intel que viria a possibilitar a democratização das descobertas e desenvolvimentos preconizados por Steven Jobs e Bill Gates, já na segunda metade da década setenta. Estes factos históricos, em conjunto com o desenvolvimento da World Wide Web possibilitada apenas pelo desenvolvimento dos protocolos de comutação de dados foram a porta de entrada para um mundo que gira em torno do telemóvel, do computador e da mobilidade ou conectividade, a World Wide Web, portanto. É por causa deles que nos é permitido trabalhar em qualquer parte, estarmos em constante ligação com amigos e familiares e inclusive saber o que acontece live em todo o mundo, criando forças de mobilização e colectivismo verdadeiramente desafiantes para qualquer governo nacional, exemplo disso é a Primavera Árabe e o despoletar da guerra civil na Síria. O que estes três acontecimentos possibilitaram foi o surgimento imparável de um sistema social de cariz tecnológico, global e mutável para o qual poucos se haviam preparado e que simbolicamente ficou espelhado na atitude precipitada de Günter Schabowski que desencadeou a queda do Muro de Berlim.

Na realidade, o muro de Berlim cai porque em 1989 já tudo caía à sua volta, não em termos restritos porque o que efectivamente caía não eram apenas os regimes vizinhos para além da cortina de ferro, mas essencialmente uma velha ordem assente no princípio da polaridade entre duas potências e que já não se coadunava com a democratização do acesso à tecnologia e a todas as formas de comunicação e interdependência global daí resultantes. A queda do muro de Berlim tem o condão de ser o primeiro evento a nível mundial a solicitar o mecanismo VUCA, ou seja, o facto de se conhecerem as suas circunstâncias imediatas e mais alargadas, mas não se ser capaz de impedir as mudanças repentinas e imprevisíveis que daí advieram tornaram-no num evento volátil; o facto de não existir conhecimento suficiente nessa altura para avaliar o impacto que tais circunstâncias pudessem produzir no futuro tornaram-no num evento com um profundo grau de incerteza; o facto de se assistir de forma quase incrédula ao efeito dominó que tal evento produziu nas repúblicas socialistas da União Soviética e respectivos estados satélites foi a evidência de que as partes envolvidas há muito faziam parte de uma rede profundamente intricada, politicamente multiforme e interdependente tornando-o num evento complexo; e por fim o facto de não se conhecerem verdadeiramente as causas e os efeitos de tal evento dificultaram qualquer antevisão com base em circunstâncias semelhantes de um passado longínquo ou recente, tornando-o num evento com elevada ambiguidade.

O que hoje constatamos é que o mundo não ficou mais previsível. Com efeito, desde 11 de Setembro de 2001 que temos assistido ao amanhecer de um mundo mais volátil, mais incerto e talvez por isso mais perigoso, certamente mais complexo em que a tecnologia é o denominador comum, e também ambíguo, pois na realidade o que todos temos percebido é que as regras do jogo têm mudado com muita frequência, mais até do que gostaríamos.

 

O caminho que nos falta.

Mais do que tentar perceber que mundo novo é este que vamos encontrar em pleno daqui a cem anos, será mais interessante e produtivo entendermos e compreendermos que oportunidades nos estão a ser dadas agora com este processo de transição designado por VUCA.

Creio que um dos maiores desafios que enfrentamos ou pelo menos aqueles que têm a obrigação profissional de contribuir para o paradigma que rege o capital humano será acabar com o tratamento trendy que dão ao acrónimo VUCA, usando-o de forma muitas vezes estéril para referir tudo o que são as mudanças repentinas e súbitas de qualquer ecossistema profissional ou empresarial. Por outro lado, creio que mesmo nas situações em que os nossos líderes são sensíveis à necessidade de nos adaptarmos a estas novas circunstâncias, existe uma falta de conhecimento e interesse generalizado pelas novos modelos e ferramentas de gestão que devem ser parte integrante do mecanismo VUCA. O nosso tecido empresarial tem ainda uma visão de curto alcance comparativamente ao que nos é pedido neste contexto. Por último, e não menos importante, há um sentimento generalizado de impotência que conduz as organizações a uma gestão sem real sentido de propósito ou missão.

Capitalizar as oportunidades que advêm do mundo assente numa lógica VUCA é possível, mas primeiro é preciso compreender o que isso significa e como pode verdadeiramente ser usado em benefício das organizações e das pessoas. Não basta ser trendy para que aconteça uma qualquer magia que nos vai salvar, é impreterível ter conhecimento real e substanciado para reduzir o grau de incerteza, é preciso agilidade para mitigar os efeitos das mudanças repentinas, é necessário estarmos em constante processo de adaptação à mudança, não apenas como organização, mas como individuo também, e sobretudo é obrigatório experimentar e arriscar, pois só assim se criam novas oportunidades.

O mundo VUCA não é o fim, mas antes o caminho para lá chegarmos.

30
Mar20

Para onde foram todos?

Alexandre Debieve foto

Nada como uma "boa" pandemia para vermos quem se aguenta nas "canetas". Para onde foram os Happiness Managers do mercado português, os HR Believers que tinham tanto para nos ensinar sobre as novas práticas dos recursos humanos, os Business Provocateurs que sabiam tudo dos modelos de negócio para o século XXI, os People Hackers que eram peritos em motivar pessoas e equipas e também os World Changers, esses sim, verdadeiros pioneiros da mudança mundial. Pergunto para onde foram todos?

Nada como uma "boa" pandemia para vermos quem fica no barco quando as ondas da mudança se tornam em vagas do Apocalipse. Parece que ficaram apenas os Técnicos de Recursos Humanos, os Vendedores e os Empresários do lápis e papel. Ficaram porque no fim do dia quem paga as contas, os salários e as aspirações de muita gente fútil cujo título não consegue esconder a ausência de profundidade intelectual, são os tais merceeiros e gente sem capacidade para ser trendy!

Trendies agora é sério! Não é para quem brinca às profissões!

27
Mar20

Sessões Gratuitas

Sessões Carreira.png

Vivemos tempos peculiares. Tempos em que o medo toma conta de nós, da nossa vida e nosso quotidiano, mas é nestes tempos e circunstâncias peculiares que percebemos o quanto podemos fazer a diferença.

Nas últimas semanas publicitei através do LinkedIn a disponibilidade para realizar sessões gratuitas com profissionais de todos os sectores do mercado de trabalho português, nomeadamente com aqueles que precisavam de melhorar o seu Curriculum Vitae. As sessões esgotaram rapidamente e percebi que provavelmente tinha desencadeado uma oportunidade hercúlea que necessitava de mais tempo da minha agenda.

Assim durante o mês de Abril (ainda sem datas definidas) vou abrir novamente a minha agenda para conversar e apoiar profissionais, não apenas no seu tema principal, o Curriculum Vitae, mas noutros que sejam pertinentes para cada um.

Se quiser agendar uma sessão por Skype ou Zoom comigo envie-me um email para margarida@margarida-barbosa.com. Que a minha experiência e conhecimento nesta área possam ser um farol na sua vida!

Até já!

13
Mar20

Leitura: De quarentena

É sempre surpreendente quando à minha volta constato uma certa incredulidade por não ver televisão. Usualmente a pergunta que se segue é sempre algo do género "Nada??". Na verdade, não vejo, não sinto falta do dito aparelho e em minha casa até a minha filha de 15 anos já incorporou na sua vida este hábito.

Não ver televisão é um das boas práticas individuais que sigo à risca para estar bem a nível profissional e pessoal e é igualmente uma forma de me proteger do excesso de negatividade e ruído informativo que geram o pânico e o medo. E bem sabemos o que aconteceu ao papel higiénico quando o medo se instalou...

Não vejo televisão porque não gosto de novelas, os noticiários estão minados por interesses de terceiros e porque o futebol não é a minha praia, aliás o desporto hoje em dia é uma excelente arma ao serviço do MEDO. Não vejo televisão porque em boa verdade não necessito dela para ver e compreender o Mundo à minha volta.

Agora que o país entra lentamente numa nova rotina chamada quarentena o único conselho que estou em condições de lhe dar é que LEIA! Não veja televisão e não se deixe inquinar pelo histerismo e pelo medo. Afinal se fizer as contas às horas que deu ao aparelho televisivo e não à leitura vai chegar à conclusão que a sua dívida é grande!

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Este blogue é o resultado do meu percurso enquanto especialista em recursos humanos.

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