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Margarida Diogo Barbosa

Um blogue que aborda os recursos humanos numa perspectiva de todo.

11
Set20

A empatia

A empatia é demasiado valorizada. Por vezes parece que sofre da mesma enfermidade que a liderança, todos usam e ninguém sabe verdadeiramente para que serve. A “coitada” da empatia carrega nos seus ombros o peso da simpatia, do altruísmo, da generosidade, da sinceridade, e até nalguns contextos mais obscuros, da nossa autoconfiança.

Explicar a um profissional que a sua empatia é baixa é como dar uma má notícia, quase tão terrível quanto explicar-lhe que é uma pessoa impulsiva. E Deus nos livre de pessoas impulsivas, instáveis e sem capacidade de empatia pelo outro. Se tal facto fosse uma verdade universal eu já teria deixado esta profissão há muito, possuo pouca empatia e muita impulsividade. 

A empatia mais não é do que a nossa capacidade de nos identificarmos intelectual ou afetivamente com os outros ou com ideias. Se isto não ocorre com alguma frequência na sua vida pode querer apenas dizer que tem uma estrutura mental ou afetiva mais peculiar, diferente da maioria, nada que uma boa dose de abertura e confiança não resolvam.

07
Set20

Vamos começar a preparar 2021?

Vamos começar a preparar 2021?

Em Portugal, Setembro é um mês de recomeços. Seja porque o Verão está a chegar ao seu fim, seja porque os nossos filhos regressam à escola e às suas rotinas de Inverno, ou seja, porque Setembro é o mês em que percebemos que o fim do ano se aproxima a passos largos. Gosto particularmente de Setembro e confesso-lhe que gosto muito, especialmente, de novos começos e da aventura subjacente à mudança.

Setembro é o mês ideal para começarmos a preparar o novo ano de 2021, já que nos dá tempo suficiente para pensarmos e definirmos de forma estratégica a nossa pesquisa de emprego, como nos permite ter tempo absolutamente fundamental para procedermos às mudanças e aos ajustes que forem necessários para sermos mais eficazes e termos o sucesso que tanto procuramos, isto é começar uma vida nova em Portugal. Ano Novo, Vida Nova!

A pensar no seu Ano Novo, decidi abrir a minha agenda de Outubro a 10 profissionais para realizarmos em conjunto uma sessão de carreira totalmente gratuita, onde vamos trabalhar os seus temas principais de perfil profissional, nomeadamente Curriculum Vitae, criação de oportunidades de trabalho, o mercado de trabalho em Portugal, entre outros.

O meu objectivo é oferecer-lhe nesta sessão o meu conhecimento e experiência de mais de 15 anos no mercado de trabalho português para que possa proceder com escolhas mais claras sobre a sua vinda para o nosso país ou enxergar novas possibilidades, se aqui já está.

A marcação das 10 sessões (1 por profissional) será feita por ordem de pedido através do email career.services@globalpartner.pt.

A oportunidade é válida para portugueses e profissionais de outras nacionalidades que buscam por uma vaga em Portugal.

02
Set20

Regresso de férias

Regresso de férias.

Numa rápida visita a uma loja de comércio local dei por mim a ajudar um desconhecido a escolher um polo. Na verdade, creio que a sua intenção era apenas que o ajudasse a escolher entre a versão branca e a versão cinzenta que já tinha pré-selecionado, mas quando lhe perguntei para que efeito era e me respondeu que era para ir a uma entrevista de emprego, eu disse-lhe que nenhum. Diz-me a experiência que mesmo para um português escolhas tão “insignificantes” como estas são difíceis e geradoras de alguma ansiedade.

Consegue imaginar o nível de insegurança ou dúvida quando se trata de um estrangeiro?

Para ele foi surpreendente e inesperada a escolha da cor, para mim foi mais um reminder do que é verdadeiramente o meu propósito e missão.

PS - “Escolhemos” um bordeaux clássico.

16
Ago20

#1 Histórias de uma Conselheira de Carreira

VIDA PERDIDA.png

Chamemos-lhe Manuel. Soube nos primeiros minutos de conversa a sós que a atitude extrovertida e sociável com que se tinha apresentado no meu workshop tinham conseguido esconder algo muito mais profundo e mais sombrio. Não foi difícil perceber que não era fruto de qualquer intimidação momentânea que sentisse por estar ali comigo e por me ter dito que tinha "sonhado" com aquele nosso encontro, não tivesse sido um anjo da guarda - o seu - a dar-lhe a boa nova. Era antes uma estrutura interna já montada e enraizada, algo que muitos de nós, conselheiros de carreira, temos uma tendência quase cega para relevar e não dar a devida atenção.

Seria a nossa primeira e última conversa, mas tenho a certeza que nunca o esquecerei. Perdi-o para o suicídio, mas sei que mesmo antes de se suicidar a sua vida já estava perdida. Não pelas sombras que carregava dentro de si há muito e não pela sua dificuldade em se recuperar emocionalmente a cada rejeição ocasional que a vida tinha o condão de lhe oferecer como oportunidade de crescimento e reforço individual, mas pelas circunstâncias peculiares que conduziram a sua personalidade ao comportamento que ditaria o resto da sua vida curta.

Manuel era o tipo de jovem que não passava despercebido em lado nenhum, mas carregava dentro de si um demónio que poucos conheceram ou reconheceram existir. Contudo ele estava lá, à espera da sua primeira oportunidade. Não demorou muito.

Quando me despedi dele e o vi sair pela porta, a minha intuição disse-me que aquela era uma alma a precisar desesperadamente de uma salvação que eu nem tive a certeza de conseguir oferecer. Mas a razão foi contundente: "Tu não! Tu não salvas pessoas, tu ajuda-las. E nem sequer sabes se o Manuel quer ajuda quanto mais salvação!"

Lembrar-me-ei sempre dele, independentemente da moral e da ética que rodearam as circunstâncias que o levaram ao desfecho final. Lembrar-me-ei sempre dele porque a próxima alma que vir sair pela porta e a minha intuição gritar comigo, talvez esqueça a voz da razão e decida tentar salvá-la.

11
Ago20

O Conselheiro de Carreira

Não cabe ao conselheiro de carreira dizer o que está certo e errado, nem tão pouco induzir o profissional na percepção de que existem fórmulas secretas e mágicas na gestão da sua carreira.
As variáveis são tantas que apenas é possível e aceitável levar o profissional pela mão e mostrar-lhe as possibilidades disponíveis, e para isso o conselheiro de carreira tem de se fazer valer de 2 valores fundamentais: Maturidade Pessoal e Experiência Profissional, seja ela qual for.

Sem isto, será apenas um papagaio a reproduzir uma teoria ou metodologia sem a visão subjacente.

08
Jul20

A nova plataforma Europass

Europass Margarida Diogo Barbosa

Eu sou fã do Europass. Não porque ache que seja do ponto de vista estético a última tendência do mercado, mas porque possibilita ao profissional uma espécie de orientação de proximidade no momento de criar o curriculum vitae ou carta de apresentação. E a experiência diz-me que quase todos os profissionais precisam desta orientação.

Há muito que a plataforma havia anunciado um upgrade nos serviços e hoje pude pela primeira vez experimentar na prática o que isso significa. Confesso-lhe que gostei, pois mantive a percepção que já tinha, ou seja para quem tem dificuldade em desenvolver uma estratégia de curriculum vitae ou carta de apresentção, o serviço europeu é o sítio certo para começar. Para quem faz recrutamento ou pelo menos vê muitas candidaturas diariamente seria certamente procurar o mesmo tipo de informação no mesmo sítio ou com a mesma disposição. Tenho visto curricula vitae que parecem autênticos labirintos de informação e ninguém me conseguiu ainda convencer da sua utilidade.

Então o que mudou?

Tudo no mesmo perfil digital. A plataforma evoluiu definitivamente para uma espécie de cloud curricular onde o profissional pode colocar toda a sua informação académica, profissional e que do ponto de vista pessoal pode contribuir para valorizar o posicionamento profissional ou curricular, como é o caso dos interesses, hobbies ou presença nas redes sociais. Com esta possibilidade, o profissional passa a dispor de um perfil digital, já muito usado entre os criativos, que pode usar como ferramenta primordial de pesquisa de emprego ou de abordagem pro-activa ao empregador.

Documentos num só sitio. Nesta nova plataforma, o profissional pode colocar no seu perfil profissional o curriculum vitae, a sua carta de apresentação ou motivação, as suas certificações profissionais, as académicas também e outros documentos relevantes, nomeadamente no caso do estrangeiro de país não pertencente ao espaço Schengen a autorização de residência válida ou até mesmo as referências que vêm em formato de recomendação.

Esta nova possibilidade evita o aumento exponencial do tamanho do curriculum vitae tradicional e permite ao empregador consultar toda a informação relevante num único espaço digital, o seu perfil. Por outro lado, acredito também que evita que a sua candidatura vá parar ao spam por restrições de envio/recepção de tamanho de email ou configuração do servidor de email. 

Identificação automática de skills. À medida que vamos inserindo a nossa informação profissional e procedendo ao upload dos nossos documentos profissionais, a própria plataforma vai dando uma ajuda preciosa na identificação de skills profissionais, fazendo sugestões de tarefas core relacionadas com o nosso perfil e com o tipo de função que poderemos inclusive estar à procura.

Europass Profile Margarida Diogo Barbosa II.png

Para que serve esta nova plataforma?

Bom na realidade, acredito que a nova plataforma Europass pretende definitivamente assumir-se como um ATS (Applicant Tracking System), criando por um lado a ligação entre trabalhadores e empregadores, promovendo a coesão europeia através do estímulo à mobilidade, já que no meu perfil eu posso indicar para que países estaria disponível para trabalhar, e por outro lado, unificar/estruturar a oferta de emprego a nível europeu através não apenas através da definição de perfil por via das skills que actuam como hashtags, mas essencialmente por disponibilização imediata da informação profissional e curricular de cada individuo.

Numa altura em que a Microsoft, a IBM, a Google e outras grandes tecnológica investem fortemente na área dos ATS, a evolução do Europass permite estender a sua área de competitividade para além da elaboração de ferramentas de pesquisa de emprego e instrumentalizar as estruturas europeias de coesão e mobilidade. Desta forma, a Europa optimiza não apenas as ofertas disponíveis para trabalhadores "europeus", mas também todas as formações, cursos e outros eventos ligados ao meio profissional, sem esquecer a agregação de toda a documentação profissional relevante. 

No link em baixo pode consultar a minha 1ª versão de perfil na plataforma Europass e arranjar coragem para criar o seu próprio.

O meu Perfil Europass: https://europa.eu/!Bb79yh

 

 

24
Jun20

Atalhar caminho

Individual success is a myth.png

Adoro atalhos.

Nada como usarmos o elevador em vez das escadas, é mais rápido e muito menos cansativo, afinal as escadas foram feitas para os que precisam de exercício físico. Se precisar excepcionalmente de usar o Metro, o Estado certamente não se importará que eu me cole a alguém que tem um título já pago, afinal os meus impostos também sustentam os “parasitas” da sociedade. Quando me espalho ao comprido no desempenho das minhas obrigações profissionais posso sempre deixar que o estagiário fique com o ônus da culpa, afinal ele ainda precisa de aprender mais do que eu.

Mas a nossa carreira não é um atalho, pois não? A nossa carreira e o que fazemos dela é uma espécie de caminho sinuoso em que a cada etapa encontramos um enigma ao qual precisamos de dar resposta. Por vezes não existe uma resposta óbvia e nalguns momentos estes enigmas não têm sequer resposta única. A Vida é assim mesmo, sem escolhas únicas e respostas óbvias.

Mas escolha o que escolher, não vá pelo atalho.

19
Mai20

Potencial Solar

Solar Gold.png

Potencialmente cada um de nós não é apenas uma função, uma profissão ou um conjunto de tarefas adstritas a um descritivo funcional. Potencialmente somos muito mais do que apenas “isto”, mas ainda assim investimos anos das nossas vidas na conquista do reconhecimento da nossa habilidade em sermos especializados, ou especiais, não fosse a “especialidade” a qualidade do que é especial. A nossa sangria pela “especialidade” não começa na carreira e nem na escola, mas em casa, junto do núcleo familiar e mais próximo onde aprendemos a lutar pelo reconhecimento, pela validação e pelo feedback.

Alguns de nós conseguirão aprender que não podem ficar presos neste processo, outros necessitarão dele uma vida inteira, afetando impiedosamente as suas relações e dinâmicas pessoais, mas inevitavelmente as profissionais também. Muitos dos que ficam presos neste processo são, para nosso espanto, algumas das nossas chefias directas e aquelas com quem temos de lidar diariamente.

Se nos conseguirmos libertar da necessidade de nos especializarmos para nos sentirmos “especiais” e indispensáveis aos olhos dos outros, o potencial em cada um de nós é imenso. Basta que para tal sejamos mais honestos connosco e com a nossa essência solar.

01
Mai20

A dádiva dos Recursos Humanos

margarida-barbosa.com

A maior e mais profunda dádiva que um profissional dos recursos humanos pode receber é sem dúvida alguma a possibilidade e o privilégio de contactar com pessoas. É no contacto com as pessoas, com as suas limitações, competências e escolhas realizadas ao longo da sua vida e carreira que constatamos como as relações são um universo complexo, com uma elevada carga emocional e extremamente imprevisíveis.

Nunca tendo sido a melhor da minha profissão ou do meu segmento, fui sempre uma das mais interessadas em compreender os “porquês” inerentes a determinadas decisões de carreira ou de ordem pessoal. Sentia sempre um fascínio incomensurável pela compreensão até ao mais ínfimo pormenor pelas razões invocadas por aquele profissional ou ser humano. Esse fascínio foi a ligação que eu desenvolvi e mantive com a minha profissão. Não a necessidade de coscuvilhar sobre a vida alheia, mas tão-somente compreendê-la e dar-lhe alguma lógica.

Incorporando no meu dia-a-dia profissional a infinita possibilidade de encontrar versões diferentes de pessoas entendi como se tomam decisões opostas perante circunstâncias de vida ou carreira idênticas. Mais, entendi acima de tudo que decisões opostas perante circunstâncias de vida ou carreira idênticas não significam necessariamente “certo ou errado”, “bom ou mau” ou “verdade ou mentira”.

No que diz respeito à tomada de decisão perante factos ou circunstância particulares, cada um de nós escolhe caminhos com “geografias” diversas e essa é a essência da vida em si mesma. Para qualquer profissional de recursos humanos esta deve ser a verdade implícita: Aceitar, entender e incorporar esta multiplicidade de versões, escolhas e experiências. É um trabalho nunca acabado.

Este mar infinito de escolhas e caminhos foi sempre a minha grande motivação, o meu leme numa tempestade de emoções, decisões de vida ou carreira nem sempre compreensíveis ou simples para quem não lhes dá a devida importância. Contudo, pude também compreender que mesmo num mar de possibilidades ou escolhas, os profissionais podem e devem encontrar práticas mais ou menos sistematizadas e validadas que lhes permitam servir como âncora no momento da decisão.

Essas práticas, a par do conhecimento individual que o profissional tem sobre o segmento de mercado onde está inserido e a sua função, são a única ferramenta que lhes possibilita ser mais eficazes nos objectivos a alcançar. É este pormenor que faz toda a diferença entre os que têm sucesso e os que não têm.

Se está a perguntar a si mesmo por que motivo isto acontece, deixe-me dar-lhe a resposta. Em Portugal o desenvolvimento de um conceito de Educação Profissional ou de uma política de preparação para a integração no mercado de trabalho simplesmente não existe. Não existe e o mercado não sabe o que é, o que pode ser e fazer pelos profissionais mais jovens e mais grave ainda a maior parte dos intervenientes de recursos humanos não lhe dedica tempo algum do seu tempo ao seu estudo ou desenvolvimento.

A minha experiência no segmento em causa diz-me que o tema não é sexy, dá muito trabalho, requer muita reflexão e mais importante que tudo isto parece que não traz nenhum proveito financeiro imediato nem para as organizações nem para os profissionais do sector. Esta é a dura realidade. Contudo e porque vivemos tempos em que a taxa de desemprego é elevada, a concorrência é feroz entre profissionais e a pressão sobre os que estão empregados é real, devemos responsavelmente reflectir sobre estas práticas educacionais que tanta falta fazem aos profissionais, seniores ou finalistas à procura do primeiro emprego.

Por outro lado, não podemos esquecer também que o paradigma do emprego mudou radicalmente na última geração, em boa parte porque a percepção do trabalho mudou. Ou seja, nos últimos 30 anos a percepção de que um trabalhador era uma peça fundamental da estabilidade e subsequente crescimento da organização acabou, fazendo com que o trabalhador passasse a valer tão-somente o que representa para a organização em termos de números (produtividade, oportunidades de negócio, novas ideias, etc.)

Esta mudança de paradigma, este abanar do status quo vigente veio ditar uma mudança no ónus da gestão de carreira do profissional, significando que o próprio individuo passou a ser responsável pela sua própria carreira, algo que nunca acontecera enquanto a organização lhe proporcionava um “emprego para a vida”. Essa gestão não era necessária nem sequer importante.

Ora todas estas mudanças em termos de sistema, em termos da percepção do trabalho quer pelo profissional quer pelas organizações acabou por criar um vazio relativo à eficácia com que os profissionais navegam ou se integram no mercado de trabalho. Ninguém sabe muito bem o que é verdadeiramente eficaz na pesquisa de emprego, na mudança de profissão, na gestão de carreira, e por aí adiante. E ninguém sabe porque ninguém o estudou ou investiu o seu tempo a estudar este tema que é a Educação Profissional.

Tal como lhe disse anteriormente eu sempre quis compreender os “porquês” inerentes a determinadas decisões dos profissionais com quem me relacionava. A minha necessidade de compreensão apresentava-se com o mesmo vigor com que aos 7 anos resolvi perguntar ao meu pai o que estava por detrás do Universo. Como poderia eu validar o perfil dos meus candidatos se não os compreendia na tomada de decisão ou na gestão da sua carreira? (...)

(excerto do Manual de Pesquisa de Emprego, Margarida Diogo Barbosa, 2012)

30
Mar20

Para onde foram todos?

Alexandre Debieve foto

Nada como uma "boa" pandemia para vermos quem se aguenta nas "canetas". Para onde foram os Happiness Managers do mercado português, os HR Believers que tinham tanto para nos ensinar sobre as novas práticas dos recursos humanos, os Business Provocateurs que sabiam tudo dos modelos de negócio para o século XXI, os People Hackers que eram peritos em motivar pessoas e equipas e também os World Changers, esses sim, verdadeiros pioneiros da mudança mundial. Pergunto para onde foram todos?

Nada como uma "boa" pandemia para vermos quem fica no barco quando as ondas da mudança se tornam em vagas do Apocalipse. Parece que ficaram apenas os Técnicos de Recursos Humanos, os Vendedores e os Empresários do lápis e papel. Ficaram porque no fim do dia quem paga as contas, os salários e as aspirações de muita gente fútil cujo título não consegue esconder a ausência de profundidade intelectual, são os tais merceeiros e gente sem capacidade para ser trendy!

Trendies agora é sério! Não é para quem brinca às profissões!

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Este blogue é o resultado do meu percurso enquanto especialista em recursos humanos.

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