Certo ou errado. Não felicidade.

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Num destes dias, uma profissional dizia-me “O que está certo, estará sempre certo, mesmo que ninguém o faça e o que está errado, estará sempre errado, mesmo que todos o façam” e ali naquele momento, ainda que conscientemente eu saiba que é uma escolha que temos de alguma forma fazer todos os dias, eu percebi o quanto nos esquecemos (ou queremos esquecer) de fazer o que está certo, o que é ético e corresponde à nossa moral, ou da nossa comunidade social.

Fazer o que está certo não tem nada de emocional, não significa que tenhamos empatia ou sequer que esteja garantido que vamos ser percepcionados como líderes. Quantos de nós testemunhámos ou vivenciámos na primeira pessoa os dissabores de termos escolhido tão simplesmente fazer o que estava correcto ou o que correspondia ao nosso código pessoal de conducta?

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Sobre a felicidade

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Vivemos tempos estranhos. Não há nada que se consiga manter no seu estado mais genuíno e mais honesto. Há sempre os abutres à espreita que consideram interessante desmembrar para instrumentalizar em benefício dos seus interesses individuais ou particulares. Neste suposto mundo aberto e globalizado nada sobrevive à lei da interpretação superficial, assim foi com o coaching, com as frases inspiradoras ou até mesmo com as técnicas de auto-ajuda que entupiram as prateleiras de livrarias, papelarias e áreas de serviço.

Os tempos são tão estranhos que há organizações que julgam ser capazes de desenvolver e implementar práticas que fomentem a felicidade dos seus colaboradores, ora por construírem uma nova sede, ora por trazerem para dentro do espaço empresarial actividades supostamente lúdicas. Curiosamente nada que incentive o trabalhador a ter vida pessoal, mas antes tudo o que potencie o crescimento dos negócios e dos lucros do empregador. Só curiosamente. Não que haja alguma intenção por detrás da necessidade de definir o que são as “melhores práticas para a felicidade”.

Tinha pensado não escrever nada sobre isto. Tinha pensado. No entanto hoje tirámos esta fotografia e o que começou por ser uma sessão fotográfica corporativa e formal tornou-se naturalmente noutra coisa qualquer quando percebemos que havia adereços. O melhor de nós sobressaiu.

A felicidade é de cada um de nós. Não está, nem pode estar entregue à organização e ao empregador. Senão, todos sabemos o que vai acontecer, certo?

Créditos: NC Produções