A propósito da liderança

The-Impact-of-Leadership-on-Organizational-Perform

Uma das minhas amigas, arquitecta num organismo público, contava-me um destes dias que se tinha oferecido para organizar e realizar algumas das responsabilidades da sua chefia directa. A sua oferta não tinha nada a ver com bondade ou sequer ingenuidade, mas porque ela sabia que ajudar a sua chefia num momento em que esta lhe parecia literalmente assoberbada com trabalho era uma forma de ajudar o grupo e contribuir para o bem-comum.

Perguntou-me se eu achava que isso também poderia ser considerado “liderança” e após alguma hesitação disse-lhe que sim. Afinal contribuir de forma construtiva para o funcionamento da equipa no seu todo e influenciar de forma decisiva o resultado final pode ser também da responsabilidade implícita de um líder. Mas depois fiquei a pensar nisto…e fui ao dicionário. 

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Lideres Instantâneos

O mercado de trabalho anda deslumbrado com a palavra liderança. Todos querem ser líderes e os mais novos acham que ser líder de “qualquer coisa” é o barómetro do seu sucesso profissional, mesmo que na realidade e na prática não façam a gestão efectiva de nada. Para muitos é a sua sorte andarem iludidos.

Ser líder não é uma palavra vazia de significado, superficial, e muito menos uma responsabilidade que se aceite de ânimo leve. Esta tem de ser aceite com um profundo espírito de serviço aos outros e com uma indelével vontade de promover o bem comum.

Se muitos que apregoam aos quatro ventos a palavra liderança tivessem que se sentar no lugar do condutor, convivendo genuinamente com o facto de que a vida e a segurança de todos os que estão na viatura estaria nas suas mãos, a verborreia destilada por essas timelines fora seria menor com toda a certeza.

PS – Ser “líder” com o risco associado nos outros também não conta.