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Margarida Diogo Barbosa

Um blogue que aborda os recursos humanos numa perspectiva de todo.

07
Set20

Vamos começar a preparar 2021?

Vamos começar a preparar 2021?

Em Portugal, Setembro é um mês de recomeços. Seja porque o Verão está a chegar ao seu fim, seja porque os nossos filhos regressam à escola e às suas rotinas de Inverno, ou seja, porque Setembro é o mês em que percebemos que o fim do ano se aproxima a passos largos. Gosto particularmente de Setembro e confesso-lhe que gosto muito, especialmente, de novos começos e da aventura subjacente à mudança.

Setembro é o mês ideal para começarmos a preparar o novo ano de 2021, já que nos dá tempo suficiente para pensarmos e definirmos de forma estratégica a nossa pesquisa de emprego, como nos permite ter tempo absolutamente fundamental para procedermos às mudanças e aos ajustes que forem necessários para sermos mais eficazes e termos o sucesso que tanto procuramos, isto é começar uma vida nova em Portugal. Ano Novo, Vida Nova!

A pensar no seu Ano Novo, decidi abrir a minha agenda de Outubro a 10 profissionais para realizarmos em conjunto uma sessão de carreira totalmente gratuita, onde vamos trabalhar os seus temas principais de perfil profissional, nomeadamente Curriculum Vitae, criação de oportunidades de trabalho, o mercado de trabalho em Portugal, entre outros.

O meu objectivo é oferecer-lhe nesta sessão o meu conhecimento e experiência de mais de 15 anos no mercado de trabalho português para que possa proceder com escolhas mais claras sobre a sua vinda para o nosso país ou enxergar novas possibilidades, se aqui já está.

A marcação das 10 sessões (1 por profissional) será feita por ordem de pedido através do email career.services@globalpartner.pt.

A oportunidade é válida para portugueses e profissionais de outras nacionalidades que buscam por uma vaga em Portugal.

02
Set20

Regresso de férias

Regresso de férias.

Numa rápida visita a uma loja de comércio local dei por mim a ajudar um desconhecido a escolher um polo. Na verdade, creio que a sua intenção era apenas que o ajudasse a escolher entre a versão branca e a versão cinzenta que já tinha pré-selecionado, mas quando lhe perguntei para que efeito era e me respondeu que era para ir a uma entrevista de emprego, eu disse-lhe que nenhum. Diz-me a experiência que mesmo para um português escolhas tão “insignificantes” como estas são difíceis e geradoras de alguma ansiedade.

Consegue imaginar o nível de insegurança ou dúvida quando se trata de um estrangeiro?

Para ele foi surpreendente e inesperada a escolha da cor, para mim foi mais um reminder do que é verdadeiramente o meu propósito e missão.

PS - “Escolhemos” um bordeaux clássico.

16
Ago20

#1 Histórias de uma Conselheira de Carreira

VIDA PERDIDA.png

Chamemos-lhe Manuel. Soube nos primeiros minutos de conversa a sós que a atitude extrovertida e sociável com que se tinha apresentado no meu workshop tinham conseguido esconder algo muito mais profundo e mais sombrio. Não foi difícil perceber que não era fruto de qualquer intimidação momentânea que sentisse por estar ali comigo e por me ter dito que tinha "sonhado" com aquele nosso encontro, não tivesse sido um anjo da guarda - o seu - a dar-lhe a boa nova. Era antes uma estrutura interna já montada e enraizada, algo que muitos de nós, conselheiros de carreira, temos uma tendência quase cega para relevar e não dar a devida atenção.

Seria a nossa primeira e última conversa, mas tenho a certeza que nunca o esquecerei. Perdi-o para o suicídio, mas sei que mesmo antes de se suicidar a sua vida já estava perdida. Não pelas sombras que carregava dentro de si há muito e não pela sua dificuldade em se recuperar emocionalmente a cada rejeição ocasional que a vida tinha o condão de lhe oferecer como oportunidade de crescimento e reforço individual, mas pelas circunstâncias peculiares que conduziram a sua personalidade ao comportamento que ditaria o resto da sua vida curta.

Manuel era o tipo de jovem que não passava despercebido em lado nenhum, mas carregava dentro de si um demónio que poucos conheceram ou reconheceram existir. Contudo ele estava lá, à espera da sua primeira oportunidade. Não demorou muito.

Quando me despedi dele e o vi sair pela porta, a minha intuição disse-me que aquela era uma alma a precisar desesperadamente de uma salvação que eu nem tive a certeza de conseguir oferecer. Mas a razão foi contundente: "Tu não! Tu não salvas pessoas, tu ajuda-las. E nem sequer sabes se o Manuel quer ajuda quanto mais salvação!"

Lembrar-me-ei sempre dele, independentemente da moral e da ética que rodearam as circunstâncias que o levaram ao desfecho final. Lembrar-me-ei sempre dele porque a próxima alma que vir sair pela porta e a minha intuição gritar comigo, talvez esqueça a voz da razão e decida tentar salvá-la.

11
Ago20

O Conselheiro de Carreira

Não cabe ao conselheiro de carreira dizer o que está certo e errado, nem tão pouco induzir o profissional na percepção de que existem fórmulas secretas e mágicas na gestão da sua carreira.
As variáveis são tantas que apenas é possível e aceitável levar o profissional pela mão e mostrar-lhe as possibilidades disponíveis, e para isso o conselheiro de carreira tem de se fazer valer de 2 valores fundamentais: Maturidade Pessoal e Experiência Profissional, seja ela qual for.

Sem isto, será apenas um papagaio a reproduzir uma teoria ou metodologia sem a visão subjacente.

27
Jul20

Os especialistas smoothie e a Cristina Ferreira

Sobre o dom da propriedade.

Há muita gente cheia de propriedade em Portugal. Muitos exercem o seu direito de propriedade sobre as “coisas”, mas os que eu aprecio particularmente são os que esbanjam as suas qualidades inerentes ou virtudes particulares por essas timelines fora. Eu apelido-os carinhosamente de “especialistas smoothie”. Basta atirar os ingredientes todos para dentro de uma liquidificadora e garantidamente vai sair qualquer coisa. Garantidamente...

Estes especialistas exercem usualmente o seu direito de propriedade nas redes sociais, mas no seu caso, e provavelmente como resultado da sua megalotimia, mimam-nos com artigos mais ou menos abjetos sobre toda a espécie de teorias e conhecimento num estilo muito Wikipédia onde cada um pode dar asas à sua verborreia da forma e nos moldes em que lhe apetecer. Basta alguma noção de propriedade, afinal.

Escrever com propriedade sobre a Cristina Ferreira e as teorias conspiratórias que a levaram de volta à TVI é tão verosímil como iniciar a demanda com um “eu não sou fã, nem vejo os seus programas”. É tão credível como aquelas pessoas que conhecem cada personagem das novelas icónicas, mas dizem que nunca puseram os olhos numa!

Fica-vos bem.

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Biografia

Este blogue é o resultado do meu percurso enquanto especialista em recursos humanos.

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