A Astrologia e a nossa Vocação

Sidney Hall’s (?-1831) ilustração de Sagitário e Corona Australis em carta astronómica. O centauro Sagitário com o arco, a flecha, o telescópio e o microscópio a formarem a constelação. Original na Biblioteca do Congresso.

Olho em redor, do meu lado direito na secretária tenho uma pilha de livros com listas detalhadas de palavras-chave dos planetas, usadas em diferentes interpretações, e do outro, à minha esquerda, o livro das efemérides, dois livros de tabelas de casas astrológicas para sistemas diferentes de divisão e por fim no topo os meus cálculos manuais de mapas, exercícios que têm feito parte da minha avaliação periódica. A minha secretária está um caos, o que convenhamos não é usual em mim. Esta é a minha realidade hoje. Voltei a usar lápis e borracha, voltei a usar o meu tempo livre para literalmente devorar o que todos estes livros contêm, e sobretudo, voltei a incorporar o espírito de sacrifício que um devoto da sua arte, independentemente do grau de envolvimento, deve possuir. A realidade é que voltei a estudar.

Escrevo este artigo, não porque precise de algum tipo de aprovação para os estudos que escolhi prosseguir e que sei que farão parte integrante da minha profissão, mas porque acredito que é importante que a minha rede de contactos compreenda porque escolhi a Astrologia e não a Psicologia ou os Recursos Humanos e porque acredito que brevemente estarei mais focada na vocação individual do que na gestão de carreira.

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