Talento

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Um dia, uma das minhas melhores amigas pediu-me que ajudasse o marido a fazer o Curriculum Vitae. No fim, perguntou-me onde é que tinha desenvolvido tal talento* e eu simplesmente respondi-lhe que intuitivamente eu via onde é que as palavras deviam encaixar. Voltei a pensar nesse momento.

Embora tenha uma razão astrológica para enquadrar a minha mente que gira em torno das palavras, a verdade é que este post não é sobre Astrologia; nos últimos tempos tenho pensado muito sobre se de facto não tenho algo inato* para construir informação curricular e depois lembrei-me do quanto me sinto “miserável” e aborrecida quando penso que tenho de fazer o meu! Sim “casa de ferreiro, espeto de pau”.

Ora, se eu “gosto” de o fazer para os outros e não para mim, isso significa que muito provavelmente construir um Curriculum Vitae não é um talento meu porque na realidade o que nos é inato não o pode ser por metade. Certo?

Então esta é a questão essencial, não é que eu goste verdadeiramente de construir um Curriculum Vitae. Não é aí que está o meu talento, mas talvez apenas uma skill*. O que me entusiasma é ver o antes e o depois, é descobrir o potencial que está escondido e à espera de aparecer, é tornar visível o que está para além das aparências ou do que os outros que nos querem fazer crer. O meu coração está na descoberta da “pessoa” e não no seu Curriculum Vitae enquanto documento.

Este é um dos meus talentos. É meu, não aprendi e não desenvolvi através da aquisição de conhecimento*. Creio que posso dizer que nasceu comigo. Simplificando, um talento é inato, uma skill não. Um talento nasce connosco, uma skill aprendemos.

No seu caso? Quais foram os talentos que nasceram consigo?

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